Viagens de avião - O ambiente da cabine
Qualidade do ar
O ar no interior da cabine é de melhor qualidade que nos demais ambientes usuais dotados de ar-condicionado, sendo 50% derivado do ar de origem externa, captado pelas turbinas e 50%, recirculado. Este último passa por filtros de alta capacidade, contribuindo ainda mais para a purificação do ambiente, eliminando bactérias, vírus etc. ( www.ashrae.org ). O clima na cabine é bastante seco, em função da baixa umidade do ar (umidade relativa entre 10% e 20%). Nesses patamares o ambiente pode ser desconfortável para alguns passageiros, porém preserva os equipamentos eletrônicos, além de impedir a proliferação de fungos. Veja como evitar o desconforto:
• Beber líquidos em abundância;
• Evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, pois podem provocar perda de líquido;
• Cuidado com lentes de contato, usando colírio lubrificante se necessário;
• Em vôos longos use hidratante de pele.
Doenças cardíacas
Como a pressão é menor no interior da aeronave, os vôos podem ser contra-indicados para quem tem problemas cardíacos.
Recomenda-se ao passageiro que leve em sua bagagem de mão toda a medicação acompanhada de receita médica recente sobre a forma de utilização. Em casos especiais pode-se requerer o uso do oxigênio durante o vôo.
Gravidez
Até a 36ª semana de gravidez sem complicações, a viagem aérea não oferece riscos nem à mãe nem à criança. Desse período em diante, será necessário atestado médico. A partir da 38ª semana, a gestante só pode viajar de avião acompanhada do médico. Exercícios leves com as pernas, para evitar a imobilidade, são recomendados.
No período pós-parto não existem restrições específicas para a mãe. No entanto, o bebê só pode viajar depois de completar uma semana de vida.
Viagens Longas (Jet-lag)
Distúrbios, principalmente do sono, podem ser ocasionados pelos fusos horários. Algumas recomendações podem ajudar a minimizar o problema. Se a viagem for durar menos de 48 horas, o mais aconselhável e não violentar o organismo, deixando-o permanecer no horário do Brasil ou do país de origem do passageiro.
Assim, ele deve comer e dormir no horário que seu relógio biológico determina e buscar agendar seus compromissos para horários que não atrapalhem essa rotina. Porém, se a viagem for por mais de 48 horas, recomenda-se a imediata adaptação aos horários do local de destino, desde a entrada do passageiro no avião.
Outras recomendações para que o relógio biológico não sinta a mudança de forma tão brusca podem ser a alimentação de acordo com o horário local, a confraternização social e exercícios na parte da manhã, com a luz do dia.
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